Séries de Setembro (1)
E assim começo um novo espaço aqui no blog. Mensalmente, no início de cada mês (mais ou menos, e se tudo correr bem…), vou aqui partilhar com quem estiver desse lado quais foram as séries que visionei ao longo do mês anterior, bem como a classificação de cada um dos episódios que vi e quem foram os actores que mais se destacaram ao longo do mês. Mas para estas listas apenas vou ter em atenção as séries cuja temporada actual está agora a ser transmitida no outro lado do Atlântico. Séries como Battlestar Galactica, por exemplo, vão ficar de fora destas rondas, pois são séries de temporadas passadas.
Assim, e sem mais demoras, eis as minhas Séries de Setembro!
(*As classificações de cada episódio/série vão de 0 a 10)
Rescue Me (Média: 8,28)

(Uma quinta temporada que trouxe à série a vitalidade de que já precisava. Como sempre, excelente trabalho à frente e atrás das câmaras. Contudo, os três episódios finais vão ter de ficar para mais tarde, devido à falta de tempo. Mas Rescue Me continua a ser uma das mais subestimadas séries da actualidade…)
- 5×13 (“Torch”): 9,5; MVP: Denis Leary; John Scurti; Adam Ferrera; Callie Thorne
- 5×14 (“Wheels”): 8,0; MVP: Denis Leary; John Scurti; Regan Mizrahi; Callie Thorne
- 5×15 (“Initiation”): 7,0; MVP: Adam Ferrera; Callie Thorne; Denis Leary
- 5×16 (“Clean”): 8,0; MVP: Adam Ferrera; Denis Leary; Robert John Burke; Callie Thorne
- 5×17 (“Lesbos”): 9,0; MVP: Callie Thorne; Andrea Roth; Denis Leary
- 5×18 (“Carrot”): 8,0; MVP: Callie Thorne; Denis Leary
- 5×19 (“David”): 8,5; MVP: Callie Thorne; John Scurti; Denis Leary; Maura Tierney
Glee (Média: 7,66)

(Com um primeiro episódio a prometer ser a nova sensação da temporada, Glee foi-se perdendo, paulatinamente, nos episódios seguintes. Porém, o quinto episódio, com a participação especial da grande Kristin Chenoweth, promete um “regresso às origens”. A história cheia de clichés até nem me afecta muito, e as cantorias são altamente viciantes, mas, por agora, vai ficar em standby.)
- 1×01 (“Pilot”): 9,0; MVP: Lea Michele; Cory Monteith; Matthew Morrison
- 1×02 (“Showmance”): 8,0; MVP: Lea Michele; Matthew Morrison; Jane Lynch
- 1×03 (“Acafellas”): 6,0; MVP: Amber Reilly; Chris Colfer; Jane Lynch; Lea Michele; Mark Salling
- 1×04 (“Preggers”): 7,3; MVP: Jane Lynch; Chris Colfer; Mark Salling
- 1×05 (“The Rhodes Not Taken”): 8,0; MVP: Kristin Chenoweth; Lea Michele
Better off Ted (Média: 7,78)

(Uma das grandes surpresas da temporada passada, estes últimos cinco episódios da primeira série de Better off Ted confirmam-na como uma das mais criativas comédias a estrear nos últimos tempos. A segunda temporada estreia daqui a alguns meses na ABC, mas, com as audiências que tem registado, devem mesmo ser os últimos episódios. O que é uma pena, pois nunca gostei tanto da Portia de Rossi como agora no papel de Veronica.)
- 1×09 (“Bioshuffle”): 8,0; MVP: Andrea Anders; Jay Harrington
- 1×10 (“Trust and Consequence”): 8,0; MVP: Andrea Anders; Portia de Rossi
- 1×11 (“Father, Can You Hair Me?”): 7,7; MVP: Portia de Rossi; Jay Harrington; Andrea Anders
- 1×12 (“Jabberwocky”): 8,0; MVP: Portia de Rossi; Jay Harrington
- 1×13 (“Secrets and Lives”): 7,2; MVP: Portia de Rossi; Andrea Anders
Royal Pains (Média: 7,20; MVP: Mark Feuerstein)

(Uma das séries que estreou este Verão nos EUA, Royal Pains não passa disso mesmo: uma simples série de Verão, que podemos ver apenas com o intuito de passarmos um bom bocado. Não sei se voltarei a pegar nela para o ano. É uma série simpática, com uma boa banda sonora. Mas não sei se será suficiente…)
- 1×01 (“Pilot”): 7,3; MVP: Mark Feuerstein
- 1×02 (“There Will Be Food”): 7,0; MVP: Mark Feuerstein
- 1×03 (“Strategic Planning”): 7,0; MVP: Mark Feuerstein
- 1×04 (“TB or Not TB”): 7,0
- 1×05 (“No Man Is an Island”): 6,5; MVP: Paolo Constanzo
- 1×06 (“If I Were a Sick Man”): 7,0
- 1×07 (“Crazy Love”): 7,5; MVP: Reshma Shetty
- 1×08 (“The Honeymoon’s Over”): 6,3
- 1×09 (“It’s Like Jamais Vu All Over Again”): 8,0; MVP: Mark Feuerstein; Reshma Shetty; Paolo Constanzo
- 1×10 (“Am I Blue?”): 7,8; MVP: Mark Feuerstein
- 1×11 (“Nobody’s Perfect”): 7,5; MVP: Mark Feuerstein; Bruce Campbell
- 1×12 (“Wonderland”): 7,5; MVP: Reshma Shetty
Melrose Place (Média: 6,17)

(Tal como fiz há um ano atrás com 90210, quis ver esta nova versão de Melrose Place – sem nunca ter visto a série original – para saber o quão mau seria. Mas o tiro saiu-me pela culatra. Não é a melhor série do mundo, mas está longe de ser o lixo que eu previa. Não passando de uma pura telenovela de horário nobre, a série tem os seus méritos, sendo o principal a boa presença de Katie Cassidy a liderar um elenco, praticamente, inexperiente. Vou-me ficar pelo quarto episódio pois não é exactamente série para mim, mas, quem sabe, talvez possa regressar a este universo daqui a uns tempos…)
- 1×01 (“Pilot”): 6,5; MVP: Katie Cassidy; Stephanie Jacobson; Michael Rady
- 1×02 (“Nightingale”): 6,2; MVP: Katie Cassidy; Stephanie Jacobson
- 1×03 (“Grand”): 6,0; MVP: Katie Cassidy; Michael Rady
- 1×04 (“Vine”): 6,0; MVP: Katie Cassidy
The Vampire Diaries (Média: 6,62)

(Nunca vi o Twilight e também não faz parte dos meus planos vê-lo num futuro próximo. Sendo baseada nos livros que, por sua vez, inspiraram Stephenie Meyer, The Vampire Diaries também não chega a ser um must see da televisão americana, mas tem alguns momentos interessantes. Sendo desenvolvida pelo Kevin Williamson – Dawson’s Creek, Scream… -, talvez consiga encontrar o rumo certo.)
- 1×01 (“Pilot”): 6,0
- 1×02 (“Night of the Comet”): 6,5; MVP: Ian Somerhalder
- 1×03 (“Friday Night Bites”): 7,0; MVP: Ian Somerhalder
Weeds (Média: 7,70; MVP: Mary-Louise Parker; Justin Kirk)

(Weeds já não é a mesma série que era há uns anos atrás. Essa mudança já se fazia sentir na temporada passada, mas Jenji Kohan conseguiu criar situações bastante interessantes para as suas personagens. Neste quinto ano, a crítica social é abandonada para dar lugar a um… triângulo amoroso. Entre sucessivas mudanças repentinas de humor das personagens, a série foi perdendo o seu brilho, e talvez até tenha tido uma boa classificação da minha parte por ter visto os treze episódios, praticamente, de seguida. Mas espero, sinceramente, que a próxima temporada seja o derradeiro ano de Weeds. Já não há muito mais para contar…)
- 5×01 (“Wonderful Wonderful”): 8,0; MVP: Mary-Louise Parker; Justin Kirk
- 5×02 (“Machetes Up Top”): 9,0; MVP: Mary-Louise Parker; Elizabeth Perkins
- 5×03 (“Su-Su-Sucio”): 7,3; MVP: Mary-Louise Parker
- 5×04 (“Super Lucky Happy”): 7,2; MVP: Justin Kirk; Mary-Louise Parker
- 5×05 (“Van Nuys”): 8,0; MVP: Justin Kirk; Mary-Louise Parker; Elizabeth Perkins
- 5×06 (“A Modest Proposal”): 7,3; MVP: Justin Kirk; Mary-Louise Parker
- 5×07 (“Where the Sidewalk Ends”): 7,5; MVP: Justin Kirk; Mary-Louise Parker
- 5×08 (“A Distinctive Horn”): 7,0; MVP: Justin Kirk; Mary-Louise Parker
- 5×09 (“Suck ‘n Spit”): 6,8; MVP: Mary-Louise Parker; Justin Kirk; Elizabeth Perkins
- 5×10 (“Perro Insano”): 8,0; MVP: Mary-Louise Parker; Alexander Gould
- 5×11 (“Ducks and Tigers”): 7,0; MVP: Elizabeth Perkins; Mary-Louise Parker
- 5×12 (“Glue”): 9,0; MVP: Mary-Louise Parker; Justin Kirk; Elizabeth Perkins
- 5×13 (“All About My Mom”): 8,0; MVP: Mary-Louise Parker; Elizabeth Perkins; Justin Kirk; Kevin Nealon
Nurse Jackie (Média: 7,69; MVP: Edie Falco; Eve Best)

(Nurse Jackie era uma das séries mais aguardadas da nova temporada, devido à sua protagonista. Não desapontou, mas, a verdade, é que também não surpreendeu por aí além. Deambulando entre o drama e o comédia – com primazia para o primeiro género -, Nurse Jackie parece que teve medo em arriscar alguns momentos. Esperemos que as coisas corram um pouco melhor para o ano. E que a Eve Best continue a fazer o papelão que está a fazer, como a Dra. Eleanor O’Hara.)
- 1×01 (“Pilot”): 8,0; MVP: Edie Falco; Eve Best
- 1×02 (“Sweet-N-All”): 8,0; MVP: Edie Falco; Eve Best
- 1×03 (“Chicken Soup”): 7,8; MVP: Eve Best; Edie Falco
- 1×04 (“School Nurse”): 8,2; MVP: Edie Falco; Eve Best
- 1×05 (“Daffodil”): 7,3; MVP: Anna Deavere Smith; Eve Best; Edie Falco; Merritt Weaver
- 1×06 (“Tiny Bubbles”): 8,3; MVP: Judith Ivey; Edie Falco; Eve Best
- 1×07 (“Steak Knife”): 7,0; MVP: Eve Best; Edie Falco
- 1×08 (“Pupil”): 7,2; MVP: Edie Falco; Merritt Weaver; Peter Facinelli
- 1×09 (“Nose Bleed”): 7,1; MVP: Edie Falco; Anna Deavere Smith
- 1×10 (“Ring Finger”): 7,0; MVP: Edie Falco
- 1×11 (“Pill-O-Matrix”): 7,4; MVP: Eve Best; Edie Falco; Merritt Weaver
- 1×12 (“Health Care and Cinema”): 9,0; MVP: Paul Schulze; Edie Falco; Anna Deavere Smith; Eve Best; Merritt Weaver
Curb Your Enthusiasm (Média: 9,0)

(À excepção de um ou outro episódio na RTP2, nunca fui um espectador assíduo de Curb Your Enthusiasm. Este ano, com a prometida reunião do elenco de Seinfeld, resolvi ver os novos episódios. E só tenho pena de não ter visto o que está para trás… Série genialmente cómica! Das melhores que por aí andam! Altamente aconselhável!)
- 7×01 (“Funkhouser’s Crazy Sister”): 9,0; MVP: Larry David; Catherine O’Hara
- 7×02 (“Vehicular Fellatio”): 9,0; MVP: Larry David
Bored to Death (Média: 7,10)

(O trailer prometia algo de muito bom. Até agora, Bored to Death ainda não provou ao que veio, e muita coisa precisa de ser melhorada. As razões – ou seja, os livros – que levaram Jonathan a tornar-se num detective privado – não licenciado!… – não ficaram muito explícitas nestes dois episódios. Espero que as coisas se desenvolvam melhor nos restantes capítulos, porque, até agora, os méritos da série são mais dirigidos ao seu elenco, especialmente ao Ted Danson.)
- 1×01 (“Stockholm Syndrome”): 7,2; MVP: Ted Danson; Jason Schwartzman
- 1×02 (“The Alanon Case”): 7,0; MVP: Jason Schwartzman; Ted Danson
House (Média: 8,03)

(Depois de uma quinta temporada conturbada, House promete muitas mudanças neste sexto ano. E elas já começaram. Os dois episódios iniciais, passados no hospital psiquiátrico, foram dos mais criativos que a série apresentou nos últimos tempos. E, apesar de voltarmos a ter Foreteen em excesso no terceiro episódio, aplaudo o facto de não terem trazido o House logo de volta ao seu antigo emprego. Quem sabe… Talvez seja esta a temporada que devolva a House o respeito que tem vindo a perder nos últimos anos…)
- 6×01 (“Broken, Part 1″): 8,8; MVP: Hugh Laurie; Lin-Manuel Miranda
- 6×02 (“Broken, Part 2″): 8,3; MVP: Hugh Laurie; Lin-Manuel Miranda; Franka Potente; Andre Braugher
- 6×03 (“Epic Fail”): 7,0; MVP: Olivia Wilde; Hugh Laurie
Dollhouse

(Episódio muito morno a começar esta segunda temporada. À excepção das cenas envolvendo a Dra. Saunders – brilhantemente interpretada pela Amy Acker -, este episódio de estreia merecia algo mais… Espero que este segundo ano não se desenvolva como a primeira temporada, em que os episódios iniciais pouco ou nada adiantavam à história. Mudanças são necessárias. O ritmo dos episódios finais da temporada de estreia é necessário. Bem, pelo menos reduziram a duração do episódio, que, tal como em Fringe, era um dos calcanhares de Aquiles da série. Mas o melhor mesmo é aproveitar enquanto ainda há Dollhouse. Porque se continuarem com estas audiências, não sei se a paciência da FOX se estica por mais episódios…)
- 2×01 (“Vows”): 7,3; MVP: Amy Acker; Eliza Dushku; Fran Kranz; Jamie Bamber
True Blood (Média: 8,25)

(A primeira temporada custou a entrar. Mas True Blood é o perfeito exemplo da máxima de Fernando Pessoa: “primeira estranha-se, depois entranha-se”. Agora que já estamos familiarizados com as personagens e com a mitologia deste universo, Alan Ball tomou a decisão mais acertada e saltou logo para o desenvolvimento dos novos mistérios do segundo ano. Após dois episódios apenas, dá para antever que True Blood teve uma segunda temporada muito, muito boa. Espero não estar enganado…)
- 2×01 (“Nothing But the Blood”): 8,5; MVP: Nelsan Ellis; Anna Paquin; Michelle Forbes
- 2×02 (“Keep This Party Going”): 8,0; MVP: Nelsan Ellis; Deborah Ann Woll; Michelle Forbes; Anna Paquin
Dexter

(Confesso que não fui um grande fã da terceira temporada. Entre a descoberta da gravidez da Rita e o surgimento do Miguel na vida do Dexter, algo correu mal. Esta quarta série inicia-se com as cenas necessárias face aos mais recentes desenvolvimentos. Ver Dexter como um típico pai de família dos subúrbios é uma imagem deliciosa. Mas conseguirão os argumentistas manter a essência da série? Espero estar enganado, mas por melhor que Dexter continue, creio que nunca mais voltaremos a ter os momentos geniais que assistimos nas duas primeiras temporadas…)
- 4×01 (“Living the Dream”): 8,0; MVP: Michael C. Hall
Ainda sem comentários.