Os meus Emmys
Os Emmys foram entregues no passado Domingo. Pela primeira vez desde 2006 (ano em que comecei a acompanhar a cerimónia em directo no AXN), não pude ver, em directo, a gala deste ano (que, à excepção de alguns momentos com Neil Patrick Harris, Dr. Horrible e Ricky Gervais, dava a sensação que queriam só despachar todas aquelas categorias).
Grande parte dos vencedores foram justos(coloquemos de parte o já habitual fascínio da Academia por Mad Men e 30 Rock), mas não deixa de ser um ano repleto de surpresas. Pushing Daisies ganhou um Emmy final graças à Kristin Chenoweth (que, com a emoção, ia tendo uma coisinha má nos bastidores). A Toni Collette fez um papelão no United States of Tara (apesar de eu torcer pela Nancy Botwin). Foi o ano da (há muita esperada) consagração de Michael Emerson! Bryan Cranston e Glenn Close voltoram as ser coroados como os Rei e Rainha do Drama, assim como Alec Baldwin voltou a triunfar (fica para a próxima, Jim Parsons!). Como não acompanho 24, não me vou pronunciar sobre a vitória de Cherry Jones, mas num ano em que o Jeremy Piven estava de fora, custa a acreditar que o júri tenha preferido dar o Emmy ao Jon Cryer (eu sempre desconfiei que, se alguém ganhasse alguma coisa pelo Two and a Half Men, ele seria o primeiro a fazê-lo) e deixar o MC da noite, Neil Patrick Harris, a ver navios outra vez.

Mas o que lá vai, lá vai. E, por isso mesmo, aqui ficam os meus vencedores pessoais, aqueles que eu acredito que mereciam, realmente, ter ganho aquela estatueta dourada.

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
Breaking Bad
(Nenhuma série atingiu o patamar de perfeição a que a série de Vince Gilligan chegou. Um verdadeiro diamante que ainda não foi descoberto pelo grande público.)
MELHOR ACTOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Bryan Cranston, Breaking Bad
(Se no ano passado a sua transição de Hal, da série A Vida é Injusta, para Walter era merecedora de aplausos, a passagem da personagem para o lado negro da Força foi de deixar qualquer um sem fôlego.)
MELHOR ACTRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Calista Flockhart, Brothers & Sisters
(A série pode não ser a melhor de todas, e esta temporada teve muitos precalços pelo caminho. Mas a eterna Ally McBeal esteve perfeita em todas as suas cenas.)
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Aaron Paul, Breaking Bad
(Bryan Cranston já não é a única razão para se visionar Breaking Bad. Cranston & Paul são uma das duplas mais intensas actualmente no pequeno ecrã, e Aaron Paul esteve à altura do desafio.)
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA EM SÉRIE DRAMÁTICA
Alison Pill, In Treatment
(Perfeita em todos os seus episódios, do primeiro ao último minuto. Uma performance real, que colocou todos os espectadores da série a chorar pelo sofrimento de April. Foi a Mia Wasikowska desta temporada.)

MELHOR ACTOR CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Alan Tudyk, Dollhouse
(Dollhouse teve uma estreia difícil, mas conseguiu encontrar-se a partir do meio da temporada. Os episódios finais são de cortar a respiração, graças à participação de Alan Tudyk.)
MELHOR ACTRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DRAMÁTICA
Melinda McGraw, Mad Men
(Muitos não gostam da série por estes lados, mas eu adoro-a. E a adição do casal Barrett ao elenco da série neste segundo ano foi uma mais-valia.)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Brothers & Sisters
(A química entre todos os actores faz mesmo com que desejemos fazer parte deste clã.)
MELHOR EPISÓDIO DE UMA SÉRIE DRAMÁTICA
“Phoenix”, Breaking Bad
(Só a última cena, em que SPOILER o Walter limita-se a ver a Jane sufocar até à morte com o próprio vómito END OF SPOILER, é justificação suficiente para classificá-lo como uma das melhores horas televisivas do ano.)
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Pushing Daisies
(Como é difícil dizer adeus ao mundo de Couer d’Cour…)

MELHOR ACTOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Jim Parsons, The Big Bang Theory
(Sheldon Cooper é uma personagem como há muito não se via. E Jim Parsons é actor ideal para o interpretar.)
MELHOR ACTRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Mary-Louise Parker, Weeds
(O confronto com Celia e aquele insólito jantar em “No Man is Pudding” são mais do que suficientes para fazer dela uma justa vencedora.)
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Chi McBride, Pushing Daisies
(Como é difícil dizer adeus a Emerson Cod e a todas estas excêntricas personagens…)
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA EM SÉRIE DE COMÉDIA
Jenna Fischer, The Office
(Foi um ano de grandes mudanças em The Office. A incursão pela Michael Scott Paper Company foi uma delas, e a Jenna Fischer teve, aqui, alguns dos seus melhores momentos na série.)
MELHOR ACTOR CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Glynn Turman, Scrubs
(No papel de um homem que apenas quer saborear os seus últimos momentos em vida, Glynn Turman entregou uma performance tocante, numa série que há muito pedia uma revitalização como aquela trazida por esta oitava temporada. Resta saber se a mudança de cenário para a Universidade vai correr assim tão bem…)
MELHOR ACTRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DE COMÉDIA
Amy Ryan, The Office
(O par perfeito para Michael Scott. O único problema é ela não estar a tempo inteiro na série…)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA
The Office
(Dá gosto ver um conjunto de actores fazer um excelente trabalho e ver que todos eles têm muito gosto em trabalhar juntos, divertindo-se juntos, e passando essa sensação para o público.)

MELHOR EPISÓDIO DE UMA SÉRIE DE COMÉDIA
“No Man is Pudding”, Weeds
(Basicamente, as cenas que referi há pouco são suficientes para caracterizar este episódio desta forma.)
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