Le festin!
Lembram-se quando disse, há uns dias atrás, que ficaria contente com a vitória do Surf’s Up nos Óscares? Bem, continuo a pensar que ficaria contente se isso acontecesse (NOTA MENTAL: nunca substimar filmes com pinguins!), mas o filme não vai ganhar o prémio. Não vai e não pode: Ratatouille é o filme de animação do ano.

O filme sobre um rato que se revela um exímio chefe de cozinha e do rapaz que não tem muito jeito para a coisa é mesmo um dos melhores do ano transacto. Seguindo um pouco a onda de The Incredibles, Brad Bird apresenta um filme de desenhos animados que é mais para o gosto dos graúdos do que para o dos miúdos, embora funcione em ambos os públicos. A única diferença entre os dois projectos da Pixar é que este Ratatouille acaba por ser mais “infantil”, visto ser protagonizado por um sem número de ratos falantes, não caindo no erro, contudo, de pôr animais e humanos a falar directamente uns com os outros ou a colocar as personagens a fazer os números musicais típicos do género.
Sendo uma das comédias mais inteligentes do ano, acho muito difícil a história de Remy e Linguini não ser distinguida no próximo dia 24. Pelo menos o prémio de animação, já que é (quase) impossível passar a perna à qualidade sonora de Transformers (um dos poucos prós a favor desse filme…) e ao argumento de uma tal de Juno. Também ficaria contente com o reconhecimento da (enorme) banda sonora do Michael Giacchino, tal como ficaria satisfeito se a simpática Le festin estivesse na corrida para Melhor Canção do ano…

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