“Não pirilamparás a mulher alheia!”
O que é bom acaba depressa e, por isso, há que regressar ao trabalho. Como não sei quando terei tempo (e paciência…
) para voltar a actualizar o blog, deixo-vos com uma autêntica pérola do grande Herman, dos tempos do Herman Enciclopédia. Depois de uma noite a revisitar clássicos desse grande senhor, nada melhor do que ficar com este grande mandamento: “Não pirilamparás a mulher do próximo!”. Ou, em inglês, “Do not pirimpampalhate the alheie womane!”. Inté!
(Ainda) estou vivo!
Isto de trabalhar cansa, meus amigos! É esta a conclusão a que cheguei nos últimos tempos e que me tem afastado daqui, do Hotvnews e de tudo um pouco… Contudo, os tempos livres continuam entregues às séries de TV (mais alguém acabou de assistir ao final da primeira temporada da inteligentemente hilariante Weeds?
). E sim, segui o vosso conselho e deixei de lado as bananices do Clark “Tom Welling” Kent. Cansado como ando, nem mesmo o genérico da série com o seu agudo “Saaaaaaaaaaaave Me” era capaz de me acordar do sono provocado pelo protagonista da série. Assim, regressei a um velho hábito: Scrubs! Ou Médicos e Estagiários, como foi baptizado pela SIC Radical. (Também tenho andado a pôr Lost em dia, mas isso fica para outra altura.)

Descobri que todos os episódios das quinta e sexta temporadas estão disponíveis no Youtube. A qualidade do vídeo, como é óbvio, não é a mesma coisa, mas sempre dá para passar um bom bocado, ou não estivéssemos a falar de autênticas personagens como o J.D., Dr. Cox, The Janitor, Elliott, Turk, Carla, Dr. Kelso, Jordan, Ted, Todd, Laverne… Afinal de contas, para que queremos nós uma Meredith Grey e um Seattle Grace Hospital quando já tínhamos há uns bons anos um John Dorian e um Sacred Heart Hospital para nos alegrar os corações?
A primeira folga…

Só sentimos falta das coisas quando elas já não estão entre nós, quando já não estão ao nosso alcance. No entanto, se as conseguirmos recuperar, o sentimento que nos assola é muito bom… É tão bom, depois de uma semana de trabalho intensivo, poder ficar a dormir até mais tarde, poder ficar de papo para o ar sem fazer o que quer que seja. É tão bom ter uma mísera folgazinha!
E é neste ambiente de festa e de alegria que venho de novo até à vossa companhia (acho que toda a gente já percebeu por que tenho andado desaparecido…). E como hoje é Domingo, o meu primeiro dia de folga, deixo-vos na companhia dos Devotchka para celebrarmos todos juntos mais um fim-de-semana e para dar coragem aos pobres coitados que amanhã têm de fazer pela vida. A música deste grupo que actuará por estes dias em Paredes de Coura, chama-se “‘Til the End of Time” e faz parte da banda sonora original desse filme tão simpático, acolhedor e adorável que é Little Miss Sunshine, ou simplesmente Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos. Bom início de semana e até à próxima!
Clark Kent é um banana!

É esta a conclusão a que cheguei depois de ter visionado toda a quarta temporada de Smallville. E cheguei a esta conclusão devido a vários factores, destacando-se o principal: querem-me convencer de que um adolescente (normal) como Clark Kent conseguiria resistir durante tanto tempo aos feitiços de Erica Durance, Kristin Kreuk e Allison Mack (pela ordem da foto acima)? E isto já para não falar de toda a sedução de que o rapaz foi vítima por parte de, praticamente, todas as actrizes convidadas da temporada. ‘Tá bem, ‘tá… Que banana…
Isto é uma das coisas que me faz perder a paciência com Smallville: a bananice de Clark, muito por culpa da interpretação brilhantemente medíocre do Tom Welling. E, para juntar à festa, temos sempre a sua família irritantemente perfeita e tipicamente americana. A história acaba por se sustentar nos actores secundários: John Glover e Michael Rosenbaum dão vida à relação pai e filho mais traumatizante da televisão. Mas aqui, o defeito acaba por cair nos argumentistas: aconteça o que acontecer, a série não se desenvolve, fica presa num ciclo vicioso, em que as mais variadas histórias acabam sempre por ter o mesmo destino (principalmente a da família Luthor…). E isso é o que me irrita profundamente na série, muito mais do que o enfastiado super-herói de serviço.
Coloca-se a questão: será que estou a ficar velho de mais para séries teen? Talvez. (Vejam a minha arrogância… Velho de mais para séries teen…) Ou então estou apenas farto de uma série que, ao fim de quatro anos, insiste em viver no passado (tal como uma das personagens num episódio). Reconheço o mérito: tem episódios bastante interessantes, mas o produto final… Bem, a série estreia a sua sétima (quicá, última) temporada em Setembro em terras do Tio Sam; pode ser que as duas seasons que ainda não vi tenham algo de inovador. E a verdade é que tem tudo para inovar: a passagem das personagens para a Universidade tem várias perspectivas a abordar, para além de toda a mitologia do Super-Homem. Só espero que não se percam como qualquer série teen quando os seus protagonistas deixam para trás a vida em casa com as famílias. E é esta minha esperança masoquista que me faz continuar a ver a série; isso, e o facto de não ter outros episódios de outras séries tremendamente melhores do que Smallville para ver…
Há coisas que me ultrapassam…

E esta é uma delas. Será que alguém me pode explicar a piada em ir para a praia e abancar sempre em cima de um pobre coitado (como eu)? Esta é uma situação que já me aconteceu algumas vezes, quer esteja sozinho ou acompanhado. De tempos a tempos, deparo-me com uma família inteira que vem com o intuito de passar o dia na praia: trazem inúmeros chapéus de sol, comida a montes e, em alguns casos, toda aquela parafernália típica de um parque de campismo. Até aqui tudo bem. Desde que não o façam… em cima de mim!
Por exemplo, hoje, ao final da manhã, estava na praia, deitado na minha toalha, completamente descansado da vida. E atenção que a praia em questão (que não é pequena) estava muito pouco habitada. De repente, começo a ouvir algum rebuliço ao meu lado. Era, justamente, uma família tipicamente portuguesa que acabava de chegar para passar um dia de convívio na praia. Daí a cinco minutos (ou nem isso), olho para o lado e estavam os ditos cujos a montar o seu acampamento (literalmente)… a pouco mais de um metro da minha pessoa! A sorte é que já estava na hora de eu ir embora (o vento também ajudou nesta decisão)…
Sinceramente, não percebo esta nossa vontade. E quando digo nossa, estou-me a referir a todos nós, enquanto portugueses. Quem é que queremos enganar? Isto é uma daquelas coisas que nos denunciam à distância! Contudo, não entendo isto. Será que é carência? Será que somos uns pobres coitados de quem ninguém gosta e que temos de procurar consolo junto uns dos outros? Nem que esse consolo seja impingido à força? E quem diz na praia, diz no autocarro e em qualquer outro lugar que vocês possam imaginar. Mas juro que isto é uma coisa que me ultrapassa…
Smokin’ Aces: Um Trunfo na Manga

Há filmes que merecem uma visita ao cinema. Este Smokin’ Aces (Um Trunfo na Manga, em português) é um deles. A única coisa que me deixa frustrado é que não tive oportunidade de o ver no cinema. É mais uma daquelas pérolas descobertas ao acaso numa qualquer prateleira de um qualquer clube de vídeo. E o resultado final é muito mais satisfatório do que aquele que poderíamos imaginar à partida…
Experimentem pegar em qualquer filme da saga Ocean’s (bem, talvez mais o 11 ou o 13, devido ao ambiente inconfundível da cidade de Las Vegas) e misturem-no muito bem misturadinho com uma versão um pouco mais soft de Kill Bill (Volume 1, para terem a ideia da loucura que é este filme). O resultado final é um filme verdadeiramente divertido e que nos entretem do princípio ao fim.
A premissa, apesar de relativamente complexa, pode-se resumir a isto. Buddy “Aces” Israel (Jeremy Piven) é um brilhante ilusionista com carreira firmada em Las Vegas, que mantém relações com as mais altas chefias da máfia local. Israel acaba por ser apanhado pelo FBI e concorda em dar-lhes algumas informações especiais. Quem não acha muita piada à conversa são os seus velhos amigos, mais propriamente Primo Sparazza (Joseph Ruskin), que coloca a cabeça de Israel a prémio, fazendo também um pedido especial: quem matar o ilusionista, tem de lhe entregar o seu coração. A partir daqui, a película entra num ritmo vertiginoso, em que nos são apresentados os mais surreais assassinos a soldo que se possam imaginar, que farão de tudo para serem os primeiros a visitar Israel. Ao mesmo tempo, vemos os esforços do FBI para impedir essa situação e obter as informações que precisam.
Não estejam à espera de encontrar aqui um filme que nos faz pensar sobre a condição humana. Este é um filme de entretenimento puro e duro: é desta forma que se assume desde o início, não podendo ser considerado de outra maneira. Nem mesmo na sequência final um pouco mais dramática, que acaba por ser o suplemento essencial a toda a obra. Durante pouco mais de hora e meia, vemo-nos no meio desta história de cortar a respiração, num ambiente verdadeiramente cool, polvilhado com tiroteios e banhos de sangue ao mais alto nível (percebem as referências a Soderbergh e Tarantino?). Nunca tinha ouvido falar no realizador/argumentista Joe Carnahan, mas o seu trabalho surpreendeu-me, mostrando-se bastante promissor.
Quanto ao elenco, cada actor vai muito bem no seu papel. Alicia Keys (na sua grande estreia como actriz) e Taraji P. Hensen fazem uma parelha de assassinas irresistível. Os cameos especiais de Jason Bateman e Matthew Fox são também muito bem recebidos. Mas quem acaba por surpreender é mesmo Jeremy Piven. Apesar de, em alguns momentos, me parecer que estou a assistir a mais um episódio de Entourage: Vidas em Hollywood (duvido que consiga alguma vez apagar a imagem do hilariante Ari Gold), a verdade é que Piven alterna entre a comédia trágica e cenas mais pesadas e cruéis com uma rapidez assustadora, dando uma dimensão ainda maior à personagem e provando toda a sua versatilidade como actor.
E é tudo isto que me faz auto-castigar por não ter ido ver isto ao cinema. Visualmente, é encantador; a nível narrativo, entretem-nos do princípio ao fim com a sua história surreal e envolvente, e isso é o minímo que pedimos de um filme. Para terminar, tenho também pena de o filme não ter sido bem recebido. Depois de umas pesquisas, a única pessoa que parece ter gostado do filme (juro que só li a opinião depois do filme, todas as semelhanças são a mais pura coincidência) foi mesmo o grande Nuno Markl. É pena…
Hello world!
E pronto! Nasceu o À Minha Maneira. E perguntam-se vocês: o que tem este blog de especial? Absolutamente nada. Como podem ver lá em cima, é “apenas mais um blog sem qualquer interesse…”. Mas, pensei eu, se toda a gente tem um, por que é que eu também não haveria de ter? E assim foi.
Quem acompanha o blog de cinema e televisão Hotvnews 2.0, já me conhece: sou um dos editores de televisão (o Daniel, ou só Danny), de 17 anos, e vou aqui dividir com vocês (só se vocês quiserem…) os meus pensamentos sobre séries de televisão (sim, sou um seriófilo, um seriodependente… eu e alguns membros do Hotvnews ainda estamos a tentar arranjar um termo decente para descrever esta nossa paixão…), cinema, música, literatura… E chega. Não é preciso mais. Não esperem encontrar aqui grandes conversas filosóficas, caso contrário isto não era “apenas mais um blog sem qualquer interesse…”.
E é exactamente por isso que dou por findado este post de inauguração do À Minha Maneira. Para não vos esgotar a paciência logo no primeiro dia. E, para terminar, e para animar um bocado isto e celebrar o nascimento do estaminé, deixo-vos com os Coldplay e a sua “The Hardest Part”. E habituem-se. Se tiverem a coragem e a paciência de vir aqui de vez em quando, vão ouvir muitas pérolas saídas das cabecinhas do Chris Martin e dos seus companheiros. Vemo-nos por aí!